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APICULTURA: A ARTE DE CRIAR ABELHAS
Autor webmaster 11/08/2003

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APICULTURA: A ARTE DE CRIAR ABELHAS


por: Esmeralda Garcia do Carmo

Criar abelhas é uma arte, pois exige sensibilidade, percepção, intuição e conhecimento. A abelha é um pequeno inseto que habita a terra há mais de 40 milhões de anos, e que durante todo este tempo vem realizando copiosamente a função para a qual a natureza a destinou: a polinização.

Sendo assim, é impossível pensarmos em agricultura sem remetermo-nos à apicultura. O maior exemplo disso vem-nos dos países onde estas duas atividades coexistem harmoniosamente, resultando em abundantes safras de frutos e grãos para o agricultor e, mel e outros subprodutos para o apicultor. Muitos desses países possuem áreas cultiváveis de dimensões muitíssimo inferiores às do Brasil; um exemplo bastante próximo é a Argentina, mas existem muitos outros, basta pesquisar um pouco para confirmar.

O descompasso, existente no Brasil, entre as duas atividades deve-se não só a fatores políticos, econômicos e culturais, mas também ao tipo de abelha existente hoje no Brasil.

A abelha do gênero apis (Apis Mellifera) foi introduzida no Brasil pelos primeiros colonizadores europeus, são abelhas de diversas raças européias que têm como peculiar característica a mansidão. Estas raças predominaram no país até o ano de l.956, nesta época, pesquisadores brasileiros introduziram uma nova raça - também do gênero apis - proveniente do continente africano e que tem, em oposição às raças européias, as seguintes características indesejáveis: são agressivas, enxameadoras e pilhadoras. Desde então o número de apicultores foi reduzindo-se em grande escala, tendo sido divulgados inúmeros casos de morte de pessoas e animais devido ao ataque de abelhas. Isto ocorre até hoje, porque sendo muito enxameadoras, proliferam muito mais e acabam predominando em número de enxames na natureza.

Apesar do caos gerado na apicultura com a introdução dessa nova raça de abelhas, saibam que é possível trabalhar com abelhas mansas e produtivas além de manter o apiário europeizado. Para tanto é necessário que se conheça as técnicas apropriadas para a desafricanização de enxames e produção de rainhas européias. A única maneira de atenuar as características indesejáveis da abelha de raça africana num curto prazo, é através da fecundação de rainhas africanas por zangões europeus.

Esta é uma tarefa que exige a adesão de todos os apicultores, pois, quanto maior for o número de apiários europeizados, maior será o número de zangões europeus que fecundarão as rainhas africanas dos enxames que estão livres na natureza. Isto significa que com o tempo, os riscos de morte por ataques de abelhas deixariam de existir.

Além disso, o número de apicultores aumentaria, os agricultores não teriam receio de contratar os serviços de polinização - por medo de acidentes com as abelhas, e o Brasil deixaria de importar mel e vários dos produtos agrícolas que hoje importa.

A apicultura é uma atividade ecológica e que exige uma consciência ecológica de quem a pratica. A abelha produz um dos mais preciosos alimentos, que é o mel, e que não pode ser produzido de nenhuma outra maneira; além disso é a nossa mais eficiente parceira na tarefa de reprodução das espécies vegetais, não havendo nenhum pássaro ou outro inseto que o faça com tanta perfeição e fidelidade.

Qualquer pessoa pode se tornar um apicultor, até as crianças. Trabalhando-se com abelhas de raças dóceis é possível manter o apiário em pequenas propriedades e até mesmo em propriedades de terceiros, sem que isto traga-lhe aborrecimentos. O prazer de retirar o próprio mel diretamente dos favos é indescritível, além disso, as peculiaridades da vida social destes insetos leva muitas pessoas a exercerem a apicultura como um hobby de final de semana e até como prática terapêutica.

Bastante interessantes são estas peculiaridades no comportamento dos enxames de abelhas. A observação delas nos remete a uma reavaliação da nossa própria conduta social, buscando no confronto dos dois sistemas organizacionais uma linha ideal de conduta, não só perante ao próximo, mas, a toda forma de vida, animada ou inanimada.

Seja a apicultura uma fonte de renda, lazer ou conhecimento, deve ser encarada sempre como um observatório para novas descobertas, pois uma coisa é certa: ainda existe muito a ser desvendado.

Existem muitos outros motivos para dedicarmo-nos à apicultura, mas creio que bastam estes para despertar-nos pelo menos uma grande simpatia e curiosidade por este pequeno ser alado.

Atigo publicado no jornal AGRO-ECOLÓGICO - Ano III - N° 11 - Maio/99

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