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UM BREVE HISTÓRICO DA APICULTURA
Pelas pesquisas arqueológicas, sabe-se
que as abelhas existem há pelo menos 42 milhões de anos.
Quanto à apicultura, de acordo com documentos
de vários historiadores, remonta ao ano de 2.400 a.C., no antigo
Egito.
Entretanto, arqueólogos italianos localizaram
colmeias de barro na ilha de Creta com idade aproximada de 3.400 anos a.C.
De qualquer forma, até onde se tem registros,
o mel já era utilizado desde 5.000 a.C. pelos sumérios.
As maiores descobertas para o desenvolvimento da apicultura
surgiram a partir de Aristóteles, mas só a partir do século
XVII é que houve um considerável avanço no desenvolvimento
e aperfeiçoamento das técnicas de manejo.
Foi com o surgimento do microscópio que
Swammerdam (1637-1680) desvendou o sexo da rainha (até então
supunha-se ser um rei) pela dissecação.
Janscha descobriu em 1771 que a fecundação
da rainha ocorre ao ar livre.
Schirach também em 1771 provou que a
rainha originava-se do mesmo ovo que pode originar uma abelha operária.


Francisco Huber demonstrou que as rainhas acasalam-se
mais de uma vez.
Johanes Dzierzon confirmou em 1845 a partenogênese
em abelhas cruzando rainhas italianas com zangões cárnicos.
Johanes Mehring produziu a primeira cera alveolada
em 1857.
Franz Von Hruschska inventou a máquina centrífuga
para tirar mel sem danificar os favos em 1865.
Lorenzo Lorain Langstroth descobriu o "espaço
abelha", que nada mais é do que o vão entre um favo e outro.
Este espaço deve variar entre 6 e 9mm.
A partir daí criou o quadro móvel, o
qual fica suspenso dentro da colmeia pelas duas extremidades; todas estas
descobertas levaram a criação da colmeia Langstroth em 1851.
A colmeia Langstroth é considerada padrão
e até hoje é a mais usada em todo o mundo. Foi a partir dela
que se deu o maior avanço na apicultura devido a facilidade no manejo
que ela proporciona.
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